Em 1960, o Rio de Janeiro deixa de ser a capital federal. A transferência do governo para Brasília não teve efeitos apenas políticos. Nas décadas seguintes, o Rio de Janeiro perdeu divisas, investimentos, empresas, além de prestígio e respeito. O estado chegou a ser o penúltimo na lista de investimentos do governo federal com recursos que representavam menos de um décimo dos destinados a São Paulo. A situação se agravou a partir dos anos 80. Uma sucessão de lideranças políticas buscou o sucesso nas urnas fluminenses se afirmando como oposição ao governo federal de plantão. As brigas político-partidárias se tornaram freqüentes, inviabilizando a implantação de políticas públicas em parceria com as três esferas de governo – Município, Estado e União. O Rio de Janeiro estava isolado.
A partir dos anos 2000, fica evidente o desgaste – especialmente junto à população - dessa política de confronto. Para os profissionais da Prole, estava claro que uma estratégia de marketing institucional para o Rio de Janeiro passava pelo tema União. Era preciso sinalizar que os problemas da cidade e do estado só seriam resolvidos por meio de um esforço que superasse ambições políticas e pessoais, em favor do próprio Rio de Janeiro. Com a vitória de Sérgio Cabral nas eleições para o governo do estado, isso se materializou em um slogan criado pela Prole – Somando Forças. Graças a uma bem sucedida parceria com o governo federal, o estado voltou a atrair investimentos públicos e privados, ganhando caixa para realizar obras de grande porte, em especial nas regiões mais pobres.





